Três suplentes tomam posse na Câmara de Ipatinga

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Foram empossados na tarde desta quarta-feira (20) três vereadores suplentes na Câmara Municipal de Ipatinga, que assumem os gabinetes de parlamentares que estão presos e são investigados na operação Dolos, que apura esquema de manipulação de salários de servidores da cidade. Tomaram posse Adelson Fernandes (PROS), Gustavo Nunes (PTC) e Werley Glicério (PSD); eles substituem Paulo Reis (PROS), Luiz Márcio Rocha (PTC) e Rogério Antônio Bento (ex-PSL), respectivamente.


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A posse dos suplentes ocorre em razão dos 30 dias já passados das prisões dos vereadores investigados na operação Dolos, desencadeada pelo Gaeco em fevereiro. No caso de Adelson Fernande, a vaga é definitiva, já que Paulo Reis, que está foragido da Justiça, renunciou ao mandato. Gustavo Nunes e Werley Glicério ficam temporariamente no cargo, caso os vereadores presos na operação consigam direito à liberdade e não sejam cassados pela Câmara.

Além de Paulo Reis, Luiz Márcio e Rogério Antônio, são investigados na operação os vereadores José Geraldo de Andrade (PT do B) e Wanderson Gandra (PSC), que estão presos. Uma comissão processante foi instaurada na Câmara Municipal para avaliar as condições dos vereadores investigados.

Outras posses de suplentes

O procurador de justiça da Câmara Municipal, Adalton Lúcio, explicou que a posse de dois outros suplentes pode ocorrer. No caso de Wanderson Gandra, no próximo dia 23 de março vence o prazo dos 30 dias da prisão. A expectativa é que o suplente Fábio Pereira dos Santos (PSC), tome posse.

“A Câmara na próxima semana, ainda em reunião ordinária, dará posse ao vereador Fábio, para que ele possa compor o plenário. Isso é importante para a Câmara, por conta do trabalho que cada gabinete desenvolve e trabalha até dentro das próprias comissões permanentes, que tem a missão de analisar projetos, orçamento”.

Sobre a prisão de José Geraldo de Andrade, o procurador revelou que já foi solicitado às autoridades do Gaeco uma cópia do processo investigativo movido contra o parlamentar. Dessa forma, com a documentação em mãos, poderá ser aberta um parecer sobre a denúncia e proceder com a posse de um suplente.

Entenda o caso

A operação Dolos é uma ação em conjunta do Ministério Público, Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), polícias Civil e Militar. Segundo as investigações, vereadores de Ipatinga contratavam assessores e exigiam deles parte do salário de volta.

De acordo com o MP, o esquema para arrecadar a verba acontecia de mais de uma maneira. A primeira delas no recebimento e entrega de valores em espécie ao representante do Legislativo por parte do funcionário contratado. A segunda modalidade era a retenção do cartão bancário, com o repasse de pequeno valor ao funcionário e manipulação na folha de ponto; muitos destes funcionários, segundo o Gaeco, eram “fantasmas”. A terceira, o vereador determinava a realização de empréstimos bancários por parte de servidores com o saque e transferência para contas de interpostas pessoas que eram usadas como laranjas visando maquiar o real destino dos valores.

De acordo com o Ministério Público, além do enriquecimento ilícito, o dinheiro exigido dos assessores servia para fortalecimento dos vereadores em bairros, visando as eleições municipais. Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas na operação, entre vereadores, assessores, contadores, corretores de imóveis e comerciantes.

Uma Comissão Processante (CP) foi instaurada na Câmara Municipal para avaliar a condição dos vereadores investigados na operação Dolos, se houve quebra de decoro por parte dos parlamentares e, por consequência, tratar da manutenção deles no quadro de vereadores da Câmara. A comissão terá 90 dias para apresentar um relatório e após a apresentação haverá votação no plenário para eventual cassação dos mandatos dos parlamentares.

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(Fonte: G1 Vales)

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