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Cães ajudam militares no combate ao crime no Vale do Aço

Eles não usam farda, armas de fogo e nem distintivo, mas possuem uma conduta exemplar. Sempre preparados para entrar em ação, aguardando o primeiro sinal de comando, os sentidos aguçados fazem dos cães policiais parceiros ideais para o combate ao crime.

Em Ipatinga, no Vale do Aço, desde 2001 que o 14º Batalhão da Polícia Militar conta com o reforço de cães nas operações. Hoje no plantel de serviço estão à disposição sete cães que podem ser acionados em duas situações: faro ou captura.

No primeiro caso, o cão de faro é especialista em localizar drogas, geralmente atuando em operações onde há a suspeita de que entorpecentes estão escondidos em algum lugar. Já o cão de captura pode ser acionado em situações que a polícia está em rastreamento de um indivíduo, se por exemplo, o alvo dos militares está escondido dentro de um matagal; o objetivo é atuar de forma a impedir a fuga.

Para os dois tipos de trabalhos é preciso muito treinamento. No caso do Batalhão de Ipatinga, os cães recebem treinamentos específicos de acordo com a tarefa que vão desempenhar. Isso quer dizer que o cão farejador não é o mesmo que vai atuar em uma operação de captura, e vice e versa.

Segundo o comandante do pelotão de cães da PM, tenente Gabriel Siqueira Arêdes, “qualquer raça pode ser empregada em atividade policial, desde que cumpra alguns requisitos. A Polícia Militar, hoje, adota o pastor alemão, o pastor belga-malinois, pastor Holandês e o labrador”. Essas raças têm um bom motivo para serem as mais escolhidas, já que são animais que foram domesticados por milhares de anos para desempenhar o papel de caçadores.

Trabalho dos cães policiais ajuda no combate ao crime — Foto: PM/Divulgação

Treinamento

O trabalho de treinamento dos cães na PM na maioria dos casos começa quando o cachorro é filhote, para ele já se habituar aos comandos. O cão de faro está apto para atuar com a polícia entre 11 e 13 meses de adestramento. Já o cão de captura precisará de um período maior, podendo passar de 18 meses. A variação do tempo vai depender do cão e da afinidade para a atividade, a maturidade e o período que foi iniciado o adestramento.

Passados os meses de treinamento, e comprovada a capacidade de atuar nesse serviço, o cão é condecorado como parte da polícia. Todo o processo de preparação do cão para a atividade policial, em Minas Gerais, hoje é realizado em Belo Horizonte e depois de finalizada a “graduação” são transferidos para os canis setoriais, como o de Ipatinga.

E para receber e cuidar desses cachorros, os militares também passam por um treinamento que foca na relação com o animal, uma forma de dar continuidade ao trabalho de adestramento que foi iniciado. “Primeiro o militar passa por uma socialização com os cães e entram em um período de adaptação no canil. Ele se adaptando com os cães, isso observado pelos militares mais experientes na atividade, a gente começa a inserir esses militares para que eles fiquem mais aptos para o serviço”, explica Gabriel Siqueira.

Entender o comportamento do animal, e como o corpo dele reage a diferentes situações, é fundamental para que a relação cão e homem seja bem sucedida.

“O tempo diário de treinamento é relativo. No período de formação é feito o treinamento enquanto o cão está desejando a atividade. Já no período de manutenção o treinamento é feito o suficiente para manter o cão ou tirar alguma deficiência, mas independentemente da situação, o treinamento nestes casos normalmente não ultrapassa 1h considerando os intervalos entre uma situação e outra criada no treinamento”.

Entre as especialidades dos cães, o faro apurado ajuda a combater o tráfico de drogas — Foto: PM/Divulgação

Aposentadoria

Como todo bom trabalhador, chega um momento da vida que é hora de aproveitar o período de contribuição e descansar. A aposentadoria dos cães da PM ocorre quando o animal completa 10 anos de serviços. Antes disso, aos oito anos, ele passa por uma avaliação para saber se está apto a continuar na função.

“O cão entra em um processo chamado de descarte por doação. O militar que tem a maior afinidade com o cão, aquele que treina o cão, a gente abre a oportunidade para que ele adote. Se esse militar não tiver interesse é aberto para os militares da unidade, e em terceiro caso abre para o público externo”, pontua o comandante do pelotão de cães da PM, tenente Gabriel Siqueira.

Treinamento faz com que os cães trabalhem junto ao comando de seus tutores policiais — Foto: PM/Divulgação

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(Fonte: G1 Vales / É O BICHO)

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