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Quatro pessoas são presas por envolvimento na morte de vereador no Vale do Rio Doce; Polícia investiga o crime

Dois homens, de 27 e 37 anos, foram presos nessa quinta-feira (14/03/2019) em São José do Divino, no Vale do Rio Doce, suspeitos de participação na morte do vereador Ronildo Rodrigues dos Santos (PHS), o Maia. Além deles, já foram presos um jovem de 18 anos, que teria sido o executor do crime, e o vereador Marcus Vinícius Lima (PPS), o Carioca, suspeito de ser o mandante do assassinato.





De acordo com a Polícia Civil, os dois homens presos nesta quinta-feira foram contratados por Carioca para executarem o crime. A dupla, por sua vez, contratou o jovem de 18 anos para realizar os disparos que mataram Ronildo Rodrigues. “Na verdade, os presos foram os contratados pelo vereador Marquinhos Carioca. Por sua vez, os presos teriam contratado o serviço de execução com o jovem, o qual teria recebido a arma de fogo para executar o crime”, explica o delegado Eduardo Gil.

Durante depoimento à PC, um dos autores afirmou que havia outras pessoas ligadas à política da cidade que seriam alvos de crimes da mesma natureza e que a morte de Ronildo Rodrigues foi contratada pelo valor de R$ 18 mil. Após a prisão, os investigadores foram até uma área rural da cidade, onde localizaram a arma de fogo utilizada para a execução do assassinato.

Ainda segundo o delegado, os dois homens contratados e o executor do crime trabalhavam juntos em um areal; o homem de 37 anos tem passagens por homicídio, tráfico de drogas e roubo à mão armada. Eles foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Itambacuri e devem ser entregues ainda nesta quinta-feira ao presídio da cidade.

Entenda

Ronildo Rodrigues dos Santos (PHS) morreu no início da tarde de segunda-feira (11), no Hospital Municipal de Governador Valadares, após sofrer atentado no domingo (10) quando estava em uma fazenda no município de São José do Divino.

De acordo com a PM, o vereador estava próximo ao curral da propriedade quando o jovem de 18 anos se aproximou e atirou quatro vezes. Um dos disparos atingiu um bezerro e o vereador foi atingido por um tiro no braço e dois no peito. Inicialmente ele foi socorrido e levado para o posto de saúde local e depois transferido para Governador Valadares.

Ainda no domingo, o jovem de 18 anos foi preso suspeito de ter efetuado os disparos contra o vereador. De acordo com a Polícia Militar, o rapaz confessou que foi contratado para matar o parlamentar, recebendo R$ 2 mil pelo crime. O autor revelou ainda que os dois homens, de 27 e 37 anos, foram os responsáveis por encomendar a morte; afirmou ainda que ouviu uma conversa entre os contratantes que indicavam outro vereador, Marcus Vinícius Lima (PPS), conhecido como Carioca, como mandante do crime.

Vereador preso e investigação

Foi preso na terça-feira (12) o vereador de São José do Divino, Marcus Vinícius Lima (PPS), o Carioca. Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato do colega parlamentar, Ronildo Rodrigues dos Santos (PHS), conhecido como Maia, que foi morto com três tiros. A ocorreu durante uma operação da Polícia Civil no município de Ipanema.

A princípio, o executor do crime revelou os nomes dos outros envolvidos e disse que o assassinato teria sido por motivo passional, por um eventual relacionamento entre a vítima, Ronildo Rodrigues, e a esposa do suspeito mandante do crime; o que foi negado em um primeiro depoimento de Marcus Vinícius. O delegado da PC indicou que há uma nova linha de investigação, que aponta uma outra motivação para o crime. Na terça-feira, documentos foram recolhidos da Câmara Municipal, nos gabinetes dos envolvidos.

“Na realidade a questão passional ela foi uma causa inicial que foi trazida pelo executor do crime. Mas com o iniciar das investigações, nós conseguimos averiguar que existia uma causa anterior a essa situação passional. Na realidade o crime invocou um envolvimento com viés passional, foi apenas a gota d’água em relação a toda a situação anterior que havia entre a vítima e o autor do crime de mando. Havia uma situação financeira envolvendo os dois, porque eram vereadores na cidade de São José do Divino. Essa situação nós estamos apurando, recolhendo materiais, equipamentos eletrônicos. Com base nessas informações nós vamos buscar mais provas”, explica Eduardo Gil.

De acordo com Eduardo Gil, a investigação também apura possível esquema de desvio de verbas na Câmara Municipal de São José do Divino, que poderiam ter motivado o crime, para isso, mais provas estão sendo recolhidas.

“[o crime pode estar] ligado a desvio de verbas. Essas provas são mais rastreáveis através de equipamentos eletrônicos. Tendo em vista que as provas digitadas, impressas, elas são facilmente destruídas. Nos equipamentos eletrônicos a gente faz uma perícia e uma vistoria para tentar arrecadar essas informações que lá foram gravadas e apagadas”, concluiu.

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(Fonte: G1 Vales)

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