MP investiga violação de privacidade no Lulu; Tubby chega para avaliar as mulheres

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Configurações de privacidade no Facebook ajudam a proteger informações pessoais. Veja como mudar.

Um inquérito civil público foi instaurado pelo Ministério Público para averiguar acusações de violação de privacidade e danos à honra do consumidor contra o aplicativo Lulu, em que mulheres avaliam homens, que usa informações cedidas pelo Facebook. O promotor do Departamento de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Distrito Federal, Leonardo Bessa, disse ter tomado ciência também do Tubby, aplicativo anunciado por brasileiros que permitirá a avaliação de mulheres, e avisou que o incluirá no inquérito, além do Facebook.


”O Tubby chegou para inverter o jogo”, promete página de divulgação do app.

O Tubby deve ser lançado amanhã e promete vingança contra as mulheres que usam o Lulu para avaliar os homens. “Depois de termos nossas aptidões expostas para todas as mulheres, o Tubby chegou para inverter o jogo”, diz a descrição do site no Facebook. Com um sistema que deve ser parecido com o do Lulu, ele chega com um apelativo convite aos homens: ”Sua vez de descobrir se ela é boa de cama”. A página oficial do aplicativo ainda não tem informações sobre o funcionamento, mas já permite o cadastramento no app e um suposto descadastramento. As hashtags incluídas na imagem de divulgação do produto no site são ainda mais provocantes: #curtetapas e #engoletudo.

A versão brasileira do Lulu foi lançada no Brasil na última semana pela CEO da startup, Alexandra Chong, que veio a São Paulo, e também causou rebuliço entre os homens.

Clube do Bolinha mineiro

No começo da próxima semana a startup mineira Getset vai lançar o Bolinha, aplicativo que segue a mesma linha do Lulu e do Tubby: conquistar usuários com a ideia de avaliação do sexo oposto. Segundo Pedro Darma, engenheiro de software e um dos criadores do progama, as mulheres poderão criar hashtags próprias para que os homens possam avaliá-las, fora as mais de 500 que já estão no aplicativo. O app deve ser liberado primeiro para usuários do iOS. O desenvolvimento para Android deve começar na próxima sexta e a expectativa da empresa é de que na terça já esteja disponível para download.

No Bolinha as mulheres também poderão se descadastrar, como no Tubby. Segundo ele, o app guarda a lista de amigos, nome, sobrenome e o ID do usuário no Facebook para funcionar.”Com o descadastramento eu desabilito o ID da pessoa no Facebook e coloco uma chave indicando que ele não vai ser mais listado na aplicação. Tenho acesso ao e-mail, mas a gente não salva”, garante.

Cuide-se

Os aplicativos usam as autorizações deixadas pelos usuários para funcionar. O Tubby, por exemplo, receberá todas as informações do seu perfil público, lista de amigos, endereço de e-mail e todos os dados disponíveis para ele. Para quem quer se proteger das avaliações alheias e pensa que excluir o perfil da aplicação não é suficiente, ou que suspeita de uma possível coleta de dados com este ‘descadastramento’, outra alternativa é mudar no Facebook as configurações. Na seção ‘Aplicativos usados por outras pessoas’ você pode controlar as categorias de informações que as pessoas podem levar com elas ao usar aplicativos, jogos e sites. Confira na imagem abaixo e previna-se.

Via Estado de Minas, com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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