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Socorristas voluntários de Minas Gerais param atendimentos após nova lei

Quarenta e cinco entidades de socorristas voluntários de Minas Gerais suspenderam as atividades nesta quarta-feira (2/1/2019) por causa de normas de uma lei estadual regulamentada por uma portaria do Corpo de Bombeiros, que exige a presença de médico ou enfermeiro profissional nos atendimentos às vítimas. O Corpo de Bombeiros afirma que a medida é necessária para a segurança dos próprios usuários.

Uma manifestação foi realizada na manhã desta quinta-feira (3) pedindo a volta dos socorristas. O protesto aconteceu em Nova Era, interior de Minas Gerais, e uma pista da BR-381 foi fechada pelos manifestantes.

De acordo com o presidente da Associação de Bombeiros Voluntários e Equipes de Resgate Voluntário do Estado de Minas Gerais (Volunterminas), Fabrício de Oliveira Coelho, foi pedido aos bombeiros para revisar a lei porque a exigência desses profissionais da saúde é inviável para as entidades de socorro voluntário.

“Não conseguimos manter um médico voluntário ou enfermeiro de forma voluntária por 24 horas. Nós fazemos o serviço de resgate orientado por médicos e somos qualificados”, ressalta.

Segundo o Volunterminas, com a paralisação cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem atendimentos desses socorristas. A decisão afeta importantes estradas de Minas como as BRs-040, 262, 116 e 381.

“Em outubro representantes das Associações dos Bombeiros Voluntários e Equipes de Resgate Voluntárias solicitaram formalmente ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais pequenas alterações na Portaria 33 e maior prazo para adequação, porém não houve retorno até o presente momento”, escreveu o Volunterminas.

Foto: Silas Júnior/Anjos do Asfalto

Bombeiros seguem normas do Ministério da Saúde

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a medida é necessária para segurança das vítimas. “O Corpo de Bombeiros reconhece a importância desses socorristas voluntários, mas não podemos permitir que pessoas sem qualificação fazem atendimentos a vítimas. Há uma portaria do Ministério da Saúde que determina que o atendimento a vítimas deve ser feito com o auxílio de um médico e enfermeiros”, explica o 1º tenente do Corpo de Bombeiros, David Linke, da Divisão de Gestão de Atividade Auxiliar.

Linke diz que socorristas sem qualificação