14 de dezembro de 2018 - 12:16
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Estudo recomenda plantio sustentável para garantir segurança alimentar

Especialistas alertam que o desmatamento de florestas para abrir áreas de plantio não é solução para garantir segurança alimentar para a população mundial. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (5) durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-24), na Polônia, a organização ambiental norte-americana World Resources Institute (WRI) mostra que é possível aumentar a produção de alimentos e alcançar as metas ambientais.

O estudo foi feito em parceria com o Banco Mundial e a ONU Meio Ambiente e apresenta soluções para garantir de forma sustentável a alimentação de pelo menos 10 bilhões de pessoas, projeção populacional para o ano de 2050. Atualmente, o planeta tem 7,5 bilhões de habitantes.

Para atingir o objetivo de alimentar toda a população de forma sustentável, o estudo sugere aumentar as safras e produzir mais leite e carne na mesma quantidade de terra e aumentar a eficiência do uso de animais e insumos de fertilizantes.

Os especialistas também sugerem melhorias na produtividade dos pequenos agricultores nos países em desenvolvimento e que os governos vinculem ganhos de produtividade e rendimento às iniciativas de proteção de florestas e outras áreas naturais.

Os pesquisadores ressaltam que se não houver um esforço de adaptação no modo de produção de alimentos, as emissões de carbono pela agricultura e outras atividades que usam a terra passem de 25% de todo o volume global de emissões para 70%. Para os autores do estudo, esse aumento seria inadmissível.

Um dos problemas observados no relatório é a migração da agricultura para terras ricas em carbono e biodiversidade, como florestas tropicais baixas.

Segundo o relatório, a produção de carne de ruminantes, como boi, cordeiro e cabra, requer dois terços da área agrícola global e contribuem com aproximadamente metade do volume de carbono emitido pela agricultura e de outros usos da terra.

Só na dieta alimentar dos Estados Unidos, o estudo aponta que as carnes bovina, ovina e caprina são responsáveis por quase toda a emissão de alimentos e fornecem apenas 3% de calorias.

O relatório recomenda que o consumo deste tipo de carne seja limitado a 1,5 porção por pessoa e por semana. A sugestão representa 40% menos do que é consumido hoje por 2 milhões de consumidores.

Outra recomendação dos pesquisadores é dobrar ou até quadruplicar a produtividade da pecuária em terras mais úmidas do mundo, além de adotar inovações tecnológicas nos métodos agrícolas.

Estudo recomenda redução no consumo de carne – Foto: Agência Brasil

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(Fonte: Agência Brasil)

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