Jovem é preso em Montes Claros suspeito de integrar quadrilha que furtou R$ 30 milhões de contas bancárias

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Um jovem de 22 anos foi preso em Montes Claros, na manhã dessa segunda-feira (17/09/2018), suspeito de fazer parte de uma quadrilha que fraudava contas bancárias em todo país. O mandado de prisão foi expedido pela comarca de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, e faz parte da Operação Open Doors. O jovem está entre as 237 pessoas que são suspeitas de furtar, em um ano, mais de R$ 30 milhões através da internet.

Equipes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado de Montes Claros (Gaeco) e a Polícia Militar efetuaram a prisão do suspeito. O Ministério Público de Montes Claros informou que o jovem é investigado pela “prática de furto qualificado cometido pela via virtual e participação em organização criminosa”. A forma de atuação do suspeito não foi informada pelo MP.

Ainda de acordo com o Ministério Público de Montes Claros, a medida foi cumprida por solicitação de apoio do GAECO do Rio de Janeiro. A Polícia Militar informou que o jovem foi preso na casa em que mora por volta das 6h da manhã, na Rua Jequitaí, Bairro Monte Alegre.

Ele foi encaminhado para a delegacia de plantão da Polícia Civil de Montes Claros e deve permanecer preso no Presídio Regional de Montes Claros.

Agentes apreenderam computador e vários itens em uma casa localizada em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução / TV Globo

Operação Open Doors

A Polícia Civil do Rio com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio cumpriu ontem (17/09/2018) 30 prisões de um total de 45 pessoas de uma organização criminosa com atuação nacional, pela prática de crimes patrimoniais, usando hackers para subtração de valores de contas bancárias, lesando clientes, por meio de transações fraudulentas, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, foram furtados mais de R$ 30 milhões de contas bancárias em um ano, nos estados do Rio, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.

As denúncias correspondem à segunda fase da operação Open Doors que, teve a primeira fase realizada em 9 de agosto do ano passado e agiu sobre o núcleo operacional da quadrilha, prendendo os cabeças, aliciadores e laranjas do esquema. Nesta nova etapa, foram acusados os cérebros da organização, aqueles que têm o domínio sobre o cometimento dos crimes, os chamados hackers, além de pessoas relacionadas à lavagem de dinheiro e outras funções operacionais.

Cantor sertanejo

Na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, foi preso o cantor sertanejo Rick Ribeiro. De acordo com o Ministério Público, o artista também é hacker do grupo criminoso e usaria o dinheiro obtido com as fraudes bancárias para financiar seus clipes. O cantor comprava ainda carros de luxo com o dinheiro retirado das contas bancárias dos clientes, principalmente quem faz transação por meio de celular, os principais alvos da quadrilha. Rick Ribeiro tinha vários carros em seu nome: um deles avaliado em R$ 500 mil.

De acordo com o MP, os integrantes da organização adotaram mecanismos para camuflar a origem ilícita do produto de seus crimes econômicos, na figura típica conhecida como lavagem de dinheiro, por meio da utilização de laranjas na compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais e para a ocultação de patrimônio.

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(Fonte: G1 Grande Minas e Agência Brasil)

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