16 de novembro de 2018 - 7:15
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Após 43 dias, Justiça manda governo dos Estados Unidos reunir família brasileira

A Justiça federal do estado de Illinois decidiu hoje (5) promover a união de mais uma família brasileira que havia sido separada depois de ter cruzado ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos. A decisão de hoje obrigou o governo a entregar o menino Diego Magalhães, de 10 anos, à sua mãe, Sirley Silveira Paixão, depois de o menino ter passado 43 dias em um abrigo em Chicago. As informações são da assistente jurídica que cuida do caso.

Hoje, depois de reencontrar o filho, Sirley disse que sentiu um alívio muito grande. Já o menino disse que está bem, mas que sempre quis reencontrar a mãe. Agora, a família segue para viver em Massachusetts, onde tem amigos. Sirley disse que espera construir a vida nos Estados Unidos e que a principal razão que a fez decidir sair do Brasil foi a “segurança que o país oferece”.

Segundo a assistente jurídica, Luana Mazon, Sirley tentou entrar nos Estados Unidos por Santa Teresa, que fica no Novo México, pedindo asilo ao governo. Ela foi levada para um local da imigração dos Estados Unidos onde foi separada do filho, levado então para o abrigo. De Santa Teresa, ela foi transferida para El Paso, no Texas.

No total, Sirley ficou presa por 21 dias e quando saiu não sabia onde o filho estava. Foi preciso tempo para encontrar a criança, que estava na custódia do governo. A separação da família é consequência da política de tolerância zero com a imigração ilegal promovida pelo governo do presidente Donald Trump desde maio, que levou à separação de 58 crianças brasileiras de suas famílias.

A brasileira Sirley Silveira Paixão consegue autorização judicial, nos EUA, e retira filho Diego, de 10 anos, de abrigo em Chicago – Foto: Paola de Orte/Agência Brasil

Crianças brasileiras estão bem tratadas em abrigos

Na véspera do jogo do Brasil com a Bélgica na Copa da Rússia, os ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) e Gustavo do Vale Rocha (Direitos Humanos) encontraram hoje (5), em Chicago (Estados Unidos) vários dos adolescentes e crianças brasileiros, separados dos pais considerados imigrantes ilegais.

Alegres e animados com futebol, as crianças e os adolescentes afirmaram que estão na torcida pela seleção brasileira. Também aparentaram estar bem alimentados e vestidos adequadamente.

Os ministros visitaram 21 crianças e adolescentes, que têm de 9 a 17 anos, em um abrigo da rede Heartland Alliance, em Chicago. Os filhos de brasileiros foram separados dos pais durante a travessia da fronteira entre o México e os Estados Unidos.

“As condições dos abrigos e das crianças são boas. O ministério está acompanhando a situação e, com o apoio da diplomacia brasileira, confia na rápida solução da questão. É importante ressaltar o compromisso do Estado brasileiro em amparar seus nacionais, respeitando sobretudo o interesse das crianças e famílias”, avaliou o ministro Gustavo Rocha.

Concentração

Chicago é o local de maior concentração de crianças e adolescentes brasileiros nos Estados Unidos: são 33. No país, de acordo com o último levantamento do Itamaraty, há 55 filhos de brasileiros separados de suas famílias.

A separação das famílias de brasileiros e de outras nacionalidades é consequência da política de tolerância zero contra a imigração ilegal implementada em maio pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Gustavo Rocha disse que o objetivo da visita é verificar a situação das crianças e adolescentes e entender de que maneira o governo pode ajudar, levando em conta a vontade das famílias.

Amanhã (6) e no sábado (7), os ministros participam de reuniões com embaixadores, chefes de posto e cônsules brasileiros nos Estados Unidos, Canadá e México. Estarão representados no encontro os consulados gerais em Atlanta, Boston, Chicago, Hartford, Houston, Los Angeles, México, Miami, Montreal, Nova York, São Francisco, Toronto, Vancouver e Washington, além das embaixadas na cidade do México, Ottawa e Washington.

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(Fonte: Agência Brasil)

1 Comentário

  1. Crianças brasileiras não devem ser tratadas de maneira diferente de qualquer outra nacionalidade.
    A mãe deu um péssimo exemplo ao filho, ensinando-o a desrespeitar as Leis, desde pequeno.
    Por outro lado, a bem da verdade, a Lei que obriga a separação de famílias, não é do presidente Trump, embora pudesse ser.
    Essa Lei foi aprovada pelo ex-presidente democrata Bill Clinton, em 1997.
    Acho que este jornaleco “aconteceu no vale”, deveria ser mais honesto e menos esquerdista, de má fé.
    Deveria bem informar aos seus possíveis leitores incautos.

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