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Homem com celular em nome de Michel Temer é preso em Montes Claros por matar delegado

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou nesta quarta-feira (2/5/2018) ter prendido o homem acusado de matar um delegado e de sequestrar o gerente de um banco na Bahia, além de roubar outras instituições financeiras.

O suspeito, Guilherme Silva Fraga, de 27 anos, foi localizado em Montes Claros, na região Norte de Minas, na semana passada em operação conjunta com a polícia baiana.

Com ele, foram apreendidos dois aparelhos de celulares cadastrados no nome do presidente Michel Temer.

O suspeito não contou como obteve esses dados, mas a polícia acredita que tenham sido usados com a intenção de dificultar a obtenção de escuta dos aparelhos.

“Talvez achassem que assim o juiz não autorizasse a interceptação dos celulares”, explicou o delegado Herivelton Ruas Santana, de Montes Claros. De acordo com a polícia, o uso dos dados não ocasiona prejuízos diretos a Temer.

O suspeito foi pego no bairro Sagrada Família, em Montes Claros, e a prisão não foi divulgada de imediato para não atrapalhar o monitoramento a outros integrantes da quadrilha.

Policiais acreditam que Fraga participou do sequestro de um gerente do Banco do Brasil em Barra da Estiva (BA) e do assassinato do delegado da cidade, Marco Antônio Torres, morto em abril enquanto investigava as ações do grupo.

Os criminosos também estariam envolvidos em ataques a carros-fortes e caixas eletrônicos.

O delegado disse que um carro usado nos crimes foi apreendido com o suspeito. Além disso, um de seus comparsas foi preso em São Paulo, enquanto que outro morreu em confronto com a polícia. A localização deles se deu através de grampos telefônicos.

Guilherme Fraga já soma uma extensa ficha policial que inclui sequestros e ataques a bancos.

Na agenda dele estavam anotados o CPF e o nome completo do presidente, Michel Miguel Elias Temer Lulia. Celulares com chips cadastrados em nome de Temer e do prefeito de Feira de Santana (BA), José Ronaldo de Carvalho, também teriam sido usados por outros integrantes da quadrilha.

Conforme o delegado Herivelton Ruas, Guilherme Silva Fraga é natural de Montalvânia (extremo Norte de Minas). Uma curiosidade é que o pai dele é vigilante de uma agência do Banco do Nordeste em sua cidade natal.

Já o delegado Marco Antonio Torres, durante cerca de 20 anos, foi investigador da Polícia Civil em Governador Valadares (Leste de Minas). Ele trabalhava como delegado no interior da Bahia havia 10 anos.

Guilherme Silva Fraga foi preso em Montes Claros (Foto: Divulgação/PCMG)

Marco Torres era delegado em Barra da Estiva (Foto: Reprodução/Facebook)

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(Fonte: Agência Estado e Estado de Minas)

1 Comentário

  1. Parece até piada: Um ladrão vagabundo usando os dados de Temer!

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