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Proprietário de areal em Governador Valadares armazena lama tóxica para enviar a mineradora

O proprietário de um areal em Governador Valadares decidiu armazenar a lama que retira diariamente do Rio Doce para enviar, em tambores, à mineradora Vale. Segundo ele, o ato é uma forma de protesto pela não retirada dos resíduos de mineração arrastados para o curso d’água no rompimento da Barragem do Fundão, da Samarco, em Mariana. O desastre ocorreu em novembro de 2015 e deixou 19 mortos.

O areal de Edertone José da Silva fica no Bairro Santa Rita. “Quando você extrai a areia, ela é tirada limpa. Dentro (da empresa) fica uma caixa de decantação que separa o material. Estamos pegando esse material e tirando da caixa de decantação para não voltar mais para o rio”, explica.

Os resíduos sólidos estão sendo colocados em tambores com capacidade para até 200 quilos que são rotulados no local como “resíduo tóxico industrial”. “Existe uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) com a classificação de risco para cada tipo de material. Esse tipo é classificação de risco 6.1 (substâncias tóxicas)”, diz o areeiro. Silva começou a acumular os rejeitos no ano passado e segundo ele, até o momento, já encheu 60 tambores. A empresa conta com cerca de 600.

O proprietário do areal planeja acionar as autoridades para saber como os resíduos podem ser transportados de maneira segura. “Estamos encaminhando ofícios para a Supram (Superintendência Central de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e para o Codema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) para ver qual caminho vão dar para esse material. E entregar na portaria da Vale e solicitar que retornem com ele”, enfatiza. “O que acontece é o seguinte: se tem que fazer a barragem, é porque o material não pode ser despejado no rio. Se foi despejado e pode ficar, não precisa fazer barragem. Porque exigiram que fizessem uma barragem lá atrás?”, questiona.

O empresário diz se preocupar com a situação do Rio Doce e o que pode acontecer no futuro, também em relação à saúde das pessoas, caso os resíduos não sejam retirados. “O que estamos fazendo é uma coisa simbólica. É muito pequeno diante do que eles têm que fazer”, analisa Edertone José da Silva.

Dono do areal está armazenando rejeitos em tambores (Foto: Edertone José/Divulgação)

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(Fonte: Estado de Minas)

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