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Atlético mantém vantagem com empate no primeiro clássico da final

O primeiro clássico da decisão do Campeonato Mineiro terminou sem gols. Cruzeiro e Atlético ficaram no 0 a 0, neste domingo, no Mineirão, em um duelo que teve o time celeste dominando a etapa inicial e o alvinegro equilibrando as ações na segunda metade. Os ataques não conseguiram sobressair e as defesas foram soberanas.

O Cruzeiro não conseguiu aproveitar o mando de campo a favor, com o Mineirão repleto de torcedores celestes. O Atlético, que entrou amparado pelo regulamento, alcançou o objetivo de segurar o ímpeto do arquirrival e deixou a definição para o segundo clássico. No próximo domingo, às 16h, no Independência, desta vez com ampla maioria alvinegra no estádio, o Galo será campeão com novo empate. Já os estrelados terão que vencer para levantar o troféu, o que não ocorre desde 2014.

Antes da grande decisão estadual, os dois times terão compromissos no meio de semana. O Atlético vai encarar longa viagem até a Bolívia, onde enfrentará o Sport Boys na quarta-feira, pela Copa Libertadores. O Cruzeiro, por sua vez, receberá a Chapecoense, no mesmo dia, abrindo o confronto das oitavas de final da Copa do Brasil.

Atlético e Cruzeiro disputaram primeiro jogo da final (Foto: Bruno Cantini/Atlético)

O jogo

O primeiro tempo teve só um time buscando o jogo: o Cruzeiro. O Atlético, nitidamente, foi a campo com o regulamento na cabeça, já que seria campeão com dois empates. O Galo adotou postura de esperar o adversário e partir para os contragolpes. Mas pecou pela lentidão no momento de atacar. Tanto que não ameaçou o gol de Rafael, que só trabalhou em cruzamentos.

O Cruzeiro teve o domínio total, mas não conseguiu penetrações na área e apostou em chutes de média distância, errando o alvo. O time celeste organizava bem as jogadas, só que falhava no chamado ‘último passe’. Thiago Neves era o principal articulador e Diogo Barbosa uma boa opção, pela esquerda. Entretanto, faltou uma referência entre os zagueiros alvinegros, para aproveitar os lances.

Do lado atleticano, Marlone foi pouco acionado e Maicosuel não teve sucesso nas escapadas pelas laterais. Robinho, por sua vez, se movimentou pouco e foi anulado pelos adversários. E Fred, muito isolado, praticamente não teve chance na área. O resultado da falta de efetividade ofensiva do Galo foi a ausência de finalização – o time alvinegro não chutou uma única bola na meta celeste.

Na saída para o intervalo, os jogadores traduziram bem o que foi o primeiro tempo. “Estamos criando e chegando bem. Precisamos acertar no segundo tempo e fazer o gol”, disse Thiago Neves. Marcos Rocha, por sua vez, admitiu a postura defensiva do Atlético. “Deixamos o Cruzeiro arriscar um pouco para buscarmos os contra-ataques. Vamos caprichar para sair com o Marlone e o Maicosuel”, receitou o lateral.

Atlético e Cruzeiro disputaram primeiro jogo da final (Foto: Washington Alves/Cruzeiro)

Equilíbrio

O segundo tempo foi bem movimentado, com o Atlético mais ligado no ataque. Tanto que criou excelente chance logo aos 5min, com Elias, depois de boa jogada entre Marlone e Marcos Rocha. O volante concluiu à direita da meta de Rafael, com perigo. O Cruzeiro deu o troco com Hudson, que apareceu na área e desviou por sobre o gol de Victor.

Os técnicos mexeram de forma simultânea, aos 17min, e contribuíram para o segundo tempo melhor. Mano Menezes trocou Thiago Neves por Ábila. Já Roger Machado tirou Marlone e escalou Otero. O argentino era esperança de uma referência na área e logo mostrou serviço, obrigando Victor a trabalhar. Aos 26, Cazares entrou na vaga de Robinho, que não se encontrou no clássico. Em seguida, Maicosuel foi substituído por Adilson. Na equipe celeste aos 31, Alisson foi lançado no lugar de Rafinha.

A torcida celeste levou grande susto quando Fred recebeu de Elias, girou sobre a marcação de Diogo Barbosa e chutou com muito perigo, à esquerda de Rafael. Chance clara para o Atlético e sorte para a equipe celeste. Os dois times estavam bem armados para agredir pelos lados do campo, principalmente com Otero e Alisson. Buscando o triunfo, Mano Menezes ainda lançou Elber na vaga de De Arrascaeta, mas a defesa alvinegra suportou bem a pressão final do adversário e segurou o empate.

Atlético e Cruzeiro disputaram primeiro jogo da final (Foto: Bruno Cantini/Atlético)

Atlético e Cruzeiro disputaram primeiro jogo da final (Foto: Washington Alves/Cruzeiro)

CRUZEIRO 0 X 0 ATLÉTICO

CRUZEIRO
Rafael; Mayke, Leo, Caicedo e Diogo Barbosa; Hudson, Henrique, Rafinha (Alisson) e Thiago Neves (Ábila); Arrascaeta (Elber) e Rafael Sobis
Técnico: Mano Menezes

ATLÉTICO
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias, Marlone (Otero) e Maicosuel (Adilson); Robinho (Cazares) e Fred
Técnico: Roger Machado

Motivo: jogo de ida da final do Campeonato Mineiro
Estádio: Mineirão
Data: domingo, 30 de abril de 2017
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa/PA)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP)
Adicionais: Felipe Duarte Varejão (CBF/ES) e Dyorgines José Padovani de Andrade (CBF/ES)
Público: 40.694 presentes; 38.978 pagantes
Renda: R$ 1.620,951
Cartões amarelos:  Maicosuel, Gabriel (ATL)

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(Fonte: Super Esportes / Reportagem: Vicente Ribeiro)

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