25 de novembro de 2017 - 3:17
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Churrascaria em que Michel Temer levou embaixadores serve carne importada, dizem jornais

Em um gesto político para tentar minimizar os efeitos negativos da operação da Polícia Federal (PF) sobre a venda de carne brasileira, o presidente Michel Temer jantou neste domingo, 19 de março de 2017, em uma churrascaria de Brasília acompanhado de ministros e embaixadores e representantes de 27 países.

A carne bovina que Temer comeu, porém, não era de origem brasileira, segundo funcionários do próprio restaurante. Somente as carnes suínas e de frango servidas no local são nacionais. A carne bovina é importada da Argentina, Uruguai e Austrália. A informação foi divulgada pela Agência Estado e republicada por diversos jornais do país.

Temer e a comitiva participaram de um rodízio. O Palácio do Planalto reservou uma mesa para 80 pessoas. O preço do rodízio por pessoa foi de R$ 119. O valor incluía carnes, um bufê de saladas, acompanhamentos e sushi. A bebida era à parte. Temer comeu carne bovina e frango, queijo coalho assado, acompanhado de uma típica caipirinha brasileira. Na mesa, também foi servido vinho tinto, dessa vez nacional, da vinícola Casa Valduga, produzido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Temer levou embaixadores para Churrascaria (Foto: Divulgação/Michel Temer)

A comitiva sentou em uma grande mesa no centro do salão principal da churrascaria, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília. Temer estava no centro da mesa, ladeado pelos embaixadores da China e de Angola no Brasil. Entre os ministros presentes estavam Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Blairo Maggi (Agricultura), Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços). O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, não estava presente.

Temer passou cerca de uma hora no local. No final, tirou foto com os garçons que o serviram. Em rápida entrevista, disse que a mensagem que queria passar com o jantar era de que não há motivos para causar “terror” no exterior sobre a carne brasileira. Lembrou que 33 fiscais sanitários estão envolvidos em irregularidades, de um total de quase 12 mil servidores do Ministério da Agricultura, e que dos cerca de 4.830 frigoríficos existentes no País, 21 são investigados e três foram inabilitados.

“Então, não é para causar um terror que hoje está possivelmente se imaginando que possa causar em relação ao exterior”, afirmou. Temer também rebateu críticas de integrantes da bancada ruralista no Congresso e de empresários de que a Polícia Federal cometeu excessos na Operação Carne Fraca. “Não (houve excessos). Houve uma integração do Ministério da Agricultura e da Polícia Federal”, declarou, sem responder outros questionamentos da imprensa.

Planalto diz que todas carnes servidas eram brasileiras

“Todas carnes servidas, neste domingo, ao presidente Michel Temer e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira. A gerência do estabelecimento inclusive apresentou os produtos servidos a órgãos sérios da imprensa que questionaram a origem do produto.”, informa nota do Planalto.

Nota do presidente Temer

“Para comprovar a qualidade da carne do Brasil, levei os embaixadores dos maiores países importadores a uma churrascaria. Degustamos apenas cortes de carnes nacionais, como a picanha brasileira, mundialmente reconhecida pela sua qualidade. Informei a eles as medidas tomadas pelo governo para que o produto nacional não seja alvo de fraudes e garanti a qualidade da nossa carne e do sistema de fiscalização que temos, reconhecido no mundo todo.”, disse Temer em sua página no Facebook.

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(Fonte: Agência Estado/Planalto)

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