Direto de Brasília – Jerúsia Arruda

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JERÚSIA ARRUDA – www.facebook.com/jerusia.arruda


EIKE É PRESO
Ao se entregar à Justiça nesta segunda-feira, Eike Batista disse que “está na hora de mostrar” o que ele é e “ajudar a passar as coisas a limpo”. Eike teve a prisão decretada na última quinta-feira na operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato e deverá aguardar julgamento em uma cela comum já que não concluiu o ensino superior e não tem diploma universitário. O empresário é acusado de pagar US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

LÍDER EM CRÉDITO FUNDIÁRIO
O estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional de número de operações, no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), beneficiando 199 agricultores familiares em 2016. Em comparação com 2015, o número de contratações por família cresceu 131% e representa quase um quarto de todas as operações realizadas ano passado no país (864). Os dados compõem o Painel de Indicadores Gerenciais da Subsecretaria de Reordenamento Agrário, vinculada à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário do Governo Federal.

DE NAMORO COM CUBA
O Governo do presidente Michel Temer está planejando estreitar as relações com Cuba. A ideia é aproveitar o momento de abertura comercial do País para fechar negócios com a ilha e, de quebra, o angariar simpatia de críticos do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que levou Temer ao poder. Interlocutores do presidente da República dizem que a ideia é investir em diversas frentes, como financiar a compra e a instalação de equipamentos ferroviários, cujo setor deve deslanchar com o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba, e fornecer etanol e fazer projetos de infraestrutura para beneficiar a indústria na ilha de Fidel. É esperar para ver se a economia de Cuba vai mesmo entrar nesse ritmo.

RETA FINAL
Ninguém tem dúvida da preferência do Palácio do Planalto pela reeleição do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas a participação do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que também faz parte da base do grupo, como candidato, está causando um desconforto que pode provocar um racha na base aliada do governo. Cinco dos 13 partidos do Centrão – PSD, PP, PR, PRB e PSL – já fecharam apoio a Maia e, diante da debandada, Jovair pediu uma reunião com Temer para reclamar. No encontro, ele disse ao presidente que não estava “satisfeito” com o tratamento que estava recebendo do Planalto. Apesar da reclamação do deputado e dos recados de seu grupo, no Palácio, ninguém parece acreditar na possibilidade de um racha na base. A eleição está marcada para a próxima quinta-feira.

SOB PRESSÃO DE MILITANTES
Depois da pressão dos militantes, o PT parece ter desistido de apoiar as candidaturas de Rodrigo Maia à presidência da Câmara e de Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao comando do Senado. O aval a nomes que foram a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff e hoje contam com a simpatia do Planalto provocou revolta na base petista, rachou as bancadas do partido no Congresso e obrigou os defensores dessa negociação a recuarem. Na Câmara, a tendência do PT, agora, é avalizar a candidatura de André Figueiredo (PDT-CE). Há deputados, porém, que pregam o lançamento de chapa própria, com Paulo Teixeira (SP). A disputa no Senado ocorrerá na quarta-feira. A posição oficial do PT, no entanto, somente será anunciada nesta terça-feira.

CAMPEÃO EM LEIS APROVADAS
Apoiado por uns e criticados por outros, ao que parece, o Governo de Michel Temer segue firme em seu propósito de ter suas propostas aprovadas e se tornarem leis. Desde maio do ano passado, quando Temer assumiu interinamente a Presidência da República, 62% de todas as novas leis aprovadas no Congresso foram inicialmente propostas pelo Palácio do Planalto, a maior taxa dos últimos dez anos. Os números revelam como o peemedebista, que construiu sua carreira política na Câmara dos Deputados, onde foi eleito presidente da Casa três vezes, interrompeu a trajetória de queda na proporção de leis aprovadas cujo autor é o Executivo. Nos primeiros anos após a promulgação da Constituição de 1988, muitos cientistas políticos temiam que a combinação de presidencialismo com multipartidarismo não funcionaria de jeito nenhum. Se enganaram ao que parece.

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