Capelinha pode entrar na rota de voos comerciais

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Após licitação ocorrida no final de 2016, a empresa Asa, de Belo Horizonte, foi contratada pela Prefeitura de Capelinha para realizar o procedimento de homologação do Aeroporto Regional Juscelino José Ribeiro. A homologação consiste em legalizar o aeroporto, obedecendo às normais legais das autoridades aeronáuticas brasileiras. É o procedimento que dá condições de funcionamento, incluindo a realização de voos comerciais em operações diurnas e noturnas.

O comandante Nivaldo Bonfim, representante da empresa Asa, esteve no aeroporto nesta quinta-feira, 19 de janeiro de 2017, com o prefeito Tadeuzinho, o secretário de Governo Aléquison Gomes, e o advogado do município, Dr. João Domingos. Segundo ele, a cartografia aeroportuária, isto é, o conjunto de informações sobre o aeroporto, será enviado até o mês de março aos órgãos competentes. São eles a Anac (Agência Nacional de aviação Civil) e o DECEA (Departamento de Controle de Espaço Aéreo).

Prefeitura contratou empresa para homologar aeroporto (Divulgação)

Base operacional

Em uma avaliação preliminar, o comandante Nivaldo Bonfim, que tem 5.200 horas de comando de voo e já pousou no aeroporto de Capelinha, destacou que “o aeroporto de Capelinha possui uma base operacional para suportar descidas de aeronaves que vão desde um ATR (avião comum) até um Boeing presidencial, em razão da qualidade da pista e das questões estruturais”. E ainda que “o espaço oferece as condições aeroportuárias de pouso adequadas, com destaque para o campo de descida e o gradiente de subida”. A aproximação visual do aeroporto também foi elogiada pelo comandante Bonfim.

O prefeito Tadeuzinho Abreu informa que após a homologação do aeroporto de Capelinha serão feitos contatos com empresas de voos comerciais, incluindo a Azul e a FlyWays, que já demonstraram interesse em operar na cidade.

Novos ares

Entre os voos que poderão funcionar em Capelinha após a homologação do aeroporto esta a rota BH-Teófilo Otoni-Almenara, com escala na cidade. “É um sonho que poderá virar realidade e trazer desenvolvimento para Capelinha e região. Nossa intenção é fazer do aeroporto de Capelinha uma referência estadual e até mesmo nacional”, destaca o prefeito Tadeuzinho.

Prefeitura contratou empresa para homologar aeroporto (Divulgação)

Prefeitura contratou empresa para homologar aeroporto (Divulgação)

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(Ascom Prefeitura de Capelinha)

4 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns!! Mas vejo algumas dificuldades técnicas para operações do ATR72-600 de capacidade de 70 passageiros e peso de 24 toneladas em Capelinha, se meus dados estiverem atualizados. A pista tem somente 23 metros de largura e as empresas de linha regular tem por norma só operarem em pistas com largura mínima de 30m com o ATR. O comprimento da pista é de 1.150m, quando em média, as pistas regionais são de 1.600m. Capelinha também está bastante alto, 949m de altitude, e isso é fator considerável para pouso e decolagem. A resistência do asfalto deve suportar o peso do ATR, e eu não achei a classificação da resistência do piso da pista de Capelinha. A empresa Flyways operava o ATR72 da sério 500 (ATR72-500) também de 70 passageiros, mas a empresa está desativada no momento. Acredito que Capelinha possa então receber uma aeronave de no máximo 25 passageiros. Desejo boa sorte e felicidades na homologação do aeroporto municipal. Saudações,
    Claudio Lemes Louzada, Consultor Sênior para Linhas Regionais.
    louzada.cl@gmail.com

  2. Achei informação extraoficial que o aeroporto de Capelinha tem agora 1.600 x 30m e resistência do piso asfáltico para aproximadamente 35 toneladas. Se for isso mesmo, novamente parabéns! Então deve ser providenciado voo por instrumento baseado em informações de GPS, que é livre, grátis e sem ônus dos antigos equipamentos afixados no solo do aeroporto e também sem a caríssima manutenção. Simplesmente livre. Saudações,

  3. Para compensar, a aeronave tem que ser uma asa delta a motor com capacidade para piloto e passageiro, e planar de vez em quando pra economizar combustível. Diamantina que é o top filé, já não é assim uma Brastemp. Penso eu.

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