Autora de homicídio em Minas é presa após fazer check-in no Facebook

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Uma jovem de 22 anos foi presa nesse domingo (11/12/2016) após matar o dono da casa em que morava de aluguel em Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, por se sentir ofendida ao receber uma proposta. O homem teria pedido que a suspeita fizesse sexo anal com ele e, em troca, daria um desconto de R$ 500 em uma dívida no valor de R$ 2.000 que a suspeita tinha com ele. A criminosa foi localizada pela Polícia Civil após fazer check-in no Facebook indicando o hotel em que estava escondida.

Geraldo Majela de Souza, de 53 anos, foi visto pela última vez no dia 9 de dezembro, quando tomava cerveja e comia salgadinhos com Natália Hellen Pereira, em um bar na rua Esperança, no bairro Ponte da Aldeia.

Na parte de cima do estabelecimento fica a casa que ele alugava para a mulher. O imóvel foi o palco para o homicídio cometido de forma fria pela suspeita que, segundo o advogado de defesa, Glauco Murad Macedo, estava sendo ameaçada por Souza.

O atrito entre os dois começou há alguns meses, quando a criminosa perdeu o emprego em uma lanchonete da cidade. “Ela pagava R$ 500 de aluguel para o Majela, mas, ao ser demitida, ficou em uma situação financeira complicada. Além de atrasar dois meses de pagamentos, minha cliente ainda pediu R$ 2.000 emprestado para a vítima e, como garantia, deu um cheque que estava sem fundos”, contou o advogado.

O atraso da jovem em quitar as dívidas fez com que o homem começasse a cobrá-la insistentemente, inclusive, mostrando uma arma de fogo para ela e dizendo que sabia onde seus pais moravam, dando a entender que poderia fazer algum mal contra eles. “Na última sexta, o homem ligou mais uma vez para minha cliente e eles marcaram um encontro no bar. De lá, eles seguiram para a residência, onde Majela trancou a porta e guardou as chaves. Nesse momento, a vítima propôs a relação sexual e, caso concordasse, minha cliente não precisaria pagar R$ 500 do empréstimo”, disse Macedo.

Além de se sentir coagida pelas cobranças, a mulher teria ficado revoltada com a proposta e resolveu se vingar. A suspeita pegou uma garrafa de Skol Beats foi para o banheiro e dissolveu cinco comprimidos de veneno de rato, conhecido no mercado como “Ratak”.

Conforme consta em depoimento prestado à Polícia Civil, ela retornou para a sala, onde Majela já a esperava nu, e ofereceu a cerveja. Minutos após tomar o líquido, o homem começou a ficar zonzo e pediu que a jovem deitasse ao seu lado. A suspeita disse que iria ao quarto buscar um travesseiro para ficar mais confortável. Ao retornar, ela colocou o travesseiro no rosto da vítima e sentou em cima até perceber que o homem havia perdido os sentidos. Apenas laudos periciais poderão apontar a causa da morte.

Autora fugiu com carro da vítima (Foto: Divulgação/PCMG)

Legítima defesa

Para o advogado, a mulher agiu em um momento de desespero. “Vamos tratar o caso como legitima defesa. Além das ameaças, o proposta sexual foi o estopim para que isso tudo acontecesse. Ela queria pagar, mas estava sem dinheiro. Ela não tinha antecedentes criminais e vamos tentar que ela responda o processo em liberdade”, finalizou.

Prisão

Depois do crime, a suspeita fugiu para o Espírito Santo na caminhonete da vítima, mas resolveu voltar para Minas, de ônibus, após seguir o conselho de um primo, que ficou sabendo do crime por ela. No entanto, a bandida se hospedou em um hotel de Realeza, cidade vizinha de Manhuaçu.

“Depois que descobrimos o corpo, começamos a monitorar as ligações e redes sociais dela. No Facebook, ela chegou a fazer um check-in apontando o endereço em que estava. Com isso, a localizamos com facilidade”, explicou o delegado Felipe de Ornelas Caldas.

Antes de ser presa, a criminosa chegou a pedir ajuda a um amigo taxista. Ao descer na rodoviária, ela ligou para o homem e disse que precisava encontrá-lo pessoalmente. Ao saber do crime, ele se recusou a ajudá-la a fugir mais uma vez.

Ainda conforme o delegado, durante o depoimento, a suspeita disse que chegou a manter um relacionamento amoroso com Majela, que estava arrependida, mas contou todos os detalhes de forma fria. A Polícia Civil não descarta que o crime tenha sido premeditado.

“Acreditamos que ela voltaria a Vila Velha para vender o carro, mas foi presa antes”, disse Caldas.

A criminosa foi levada ao presídio e responderá por homicídio qualificado, por envenenamento e asfixia, e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Mulher foi presa em hotel de Realeza (Foto: Divulgação/PCMG)

(Fonte: O Tempo e PCMG)

1 COMENTÁRIO

  1. o cara pediu pra morrer. a forma que ela matou se foi premeditada ou não, não tira a raiva que ela deva ter passado ou o constrangimento e a humilhação sofrida creio eu, cometeu o erro de ser presa, mas uma investigação detalhada tem que ter com certeza. opinião de leigo é claro.

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